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Reflexões

Só não enxerga quem não quer ver
data: 08/2005

Carlos Rivera Ferreira
Marcia Augusta Marinho Petrone

A obtenção do diploma de graduação em um tempo menor, aliado ao potencial de empregabilidade adquirido pelos egressos, por força da formação eficiente de nível superior tem sido as alternativas dos países centrais em todo mundo para elevar o nível de escolaridade da população e conseqüentemente aumentar a atração e captação de investimentos para os setores produtivos.

Destaca-se que nos Estados Unidos, por exemplo, dos mais de 10 milhões de alunos no ensino superior, praticamente 50% freqüentam cursos semelhantes aos de graduação tecnológica, por serem mais direcionados ao mercado de trabalho e com um tempo de formação menor que os tradicionais cursos de bacharelado ou licenciatura.Infelizmente no Brasil, sempre na rabeira dos países centrais, criou-se uma visão míope de que apenas os cursos de graduação bacharelada ou a licenciatura são capazes de formar profissionais aptos ao ingresso no mercado de trabalho.

Esta situação começou a se inverter há quase 10 anos atrás, quando a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 sinalizou de uma forma mais explícita a possibilidade das Instituições de Ensino Superior organizarem cursos em torno da educação profissional, com o fito propósito de formar egressos para a rápida entrada no mercado de trabalho, à semelhança dos países desenvolvidos.

Esta verdadeira “abolição” da Educação Profissional no ensino superior brasileiro fez com que as tensões entre o meio universitário e o mundo produtivo pudessem ser aliviadas, sobre tudo, pela possibilidade de definição de projetos educacionais que respeitem a vocação e as características de determinadas regiões.

Já começamos a colher alguns frutos, uma vez que em diversos estados brasileiros, presenciamos a estruturação de cursos de tecnologia para o atendimento de uma demanda específica e de formação de profissionais mais adequados ao perfil pretendido pelo mundo produtivo.

Instituições tradicionais, tanto públicas como privadas, já contabilizam em seus vestibulares para os cursos de tecnologia uma relação candidato-vaga bastante significativa.

No âmbito do estado do Paraná, por exemplo, os cursos de graduação tecnológica oferecidos no CEFET estão entre os mais desejados pela população paranaense, a ponto do CEFET-PR ser uma referência no país em cursos de graduação tecnológica ou superiores de tecnologia.Dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP do Ministério da Educação sinalizam que o Brasil em 2004 possuía 495 cursos de graduação tecnológica, sendo 314 oferecidos por instituições públicas contra 181 de instituições privadas.

Em relação ao número de alunos, no biênio 2002/2003, houve um crescimento de quase 80% das matrículas. Esses sessenta mil alunos já abocanham um pedaço de 1,53% de todo o bolo de matrículas no Ensino Superior.

É interessante observar que o sucesso destes cursos é baseado não mais em decisões “interna corpore”, uma vez que sua estruturação nasce a partir do estabelecimento de mecanismos inteligentes de diálogo com o mundo produtivo e da sapiência em entender que o mercado tem exigido outros tipos de qualificação profissional além dos tradicionais cursos de bacharelado ou de licenciatura.

A interligação entre tecnologia e qualificação tem sido um dos mais complexos fatores de interação no mundo do trabalho.Não se trata de abandonar os cursos tradicionais e substituí-los pelos não tradicionais.

Há a necessidade de uma mudança identitária, uma maior flexibilização curricular, observando e interpretando as carências regionais, independente da natureza do curso, um repensar do próprio processo de formação do aluno.

Um avanço  para as inovações nas formas de organização, nos conteúdos a serem trabalhados, nas relações com o conhecimento e na expectativa de produtos sociais, culturais e científicos. Esta deveria ser a “ordem do dia” nas Instituições de Ensino Superior de modo que o aluno pudesse compor o programa de acordo com seus interesses.

Percebe-se pela oferta de empregos, nos grandes jornais de circulação  espalhados pelo país, que o número de egressos ainda é insuficiente para suprir as necessidades de alguns setores do mercado, uma vez que alguns cursos sequer são oferecidos.

É preciso que as instituições repensem seus projetos institucionais, como condição para a sobrevivência, pois correm o risco de, a cada ano, terem seus processos seletivos com uma relação desfavorável entre candidato-vaga. Os dados recentes do INEP/MEC demonstram que já existe uma diminuição gradual e permanente pela procura de alguns cursos tradicionais.

Este repensar deve ser entendido como uma nova forma de atendimento às necessidades da “sociedade atual e real”  que vem exigindo profissionais com um outro tipo de formação, a partir do desenvolvimento de competências e habilidades que lhe garantam suficiência para atuação diferenciada nos contextos regional e global.

Só não enxerga quem não quer ver. Agosto de 2005.

 
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