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Reflexões

Educação Profissional: amadorismo ou preconceito? A necessidade de uma política de longo prazo
data: 05/2006

Carlos Rivera Ferreira
Marcia Augusta Marinho Petrone

O início da Educação Profissional no Ensino Superior, na virada do milênio, fez com que as instituições desenvolvessem um amplo programa de aprendizado, uma vez que toda a cultura do ensino superior estava focada nas características dos cursos bacharelados e nas licenciaturas.

Foram necessários inúmeros esforços para a capacitação de professores, criação de novas regras institucionais, alterações em documentos oficiais, planos estratégicos específicos, institucionalização do projeto pedagógico, mudanças nos sistemas de gestão acadêmica e de informação, adequação de infra-estrutura, enfim, um considerado aporte de investimento para aproximação e atendimento a uma demanda de alunos que bateram às portas das instituições na busca de algo novo e mais próximo de suas necessidades profissionais.

As instituições identificaram e capacitaram um novo tipo de docente, até então não valorizado pelos órgãos reguladores, que viam, na titulação acadêmica, condição suficiente para uma boa performance em salade aula.

Assistimos a uma situação interessante nas Instituições de Ensino Superior, em que se implementou uma nova dinâmica e uma aprendizagem diferenciada, nas quais  a disposição estratégica do conteúdo, como base tecnológica, cumpria o importante papel para o desenvolvimento de competências profissionais requeridas pelo mercado empregador.Tivemos avanços significativos na avaliação do processo de ensino-aprendizagem, na arquitetura curricular, na flexibilização da trajetória e no percurso de formação discente com certificações intermediárias.

A contextualização do ensino precipitou, em algumas instituições, uma contaminação “positiva” na dinâmica da sala de aula nos cursos tradicionais de bacharelado e de licenciaturas, bem antes da publicação das Diretrizes Curriculares.

E, de repente, deparamo-nos com novos documentos oficiais que, na boa intenção de organizar o Sistema de Ensino Superior e definir critérios de avaliação dos cursos, ignoram documentos discutidos amplamente pela e com a sociedade por meio de extensas reuniões de técnicos e calorosas audiências públicas. Ignoram, ainda, todo o esforço para viabilizar e consolidar a Educação Profissional como algo importante para o desenvolvimento de nosso país.

É lamentável observar a insensibilidade dos novos formulários, seus parâmetros e indicadores propostos, uma vez que a Educação Superior, de um modo geral, assim como as diversas possibilidades da graduação, em particular, são tratadas sem o devido respeito quanto as suas particularidades.O problema maior é que essa situação confusa não se apresenta como nova no ensino superior brasileiro, já que quatrocentos anos após o descobrimento, ou seja, em 1912, foi criada a primeira universidade brasileira - Universidade do Paraná - por um decreto e, posteriormente, desautorizada por um outro decreto, em 1915.

Ao olharmos para os países centrais, encontraremos outra postura com relação ao Ensino Superior. Na Alemanha, por exemplo, desde os anos 60, já havia preocupação com a necessidade de criar instituições que satisfizessem a uma demanda crescente de uma formação universitária voltada para a aplicação profissional, as famosas FH – Fachhochshule –, as quais oferecem cursos mais curtos voltados para a prática ou aplicação dos conhecimentos nas áreas de Engenharia, Administração, Saúde Pública, entre outras. Se formos para o modelo americano, encontraremos as Faculdades Comunitárias, criadas na virada do século e que, após a Segunda Guerra, passaram a ter a função de preparar os jovens trabalhadores americanos para uma economia emergente, além de ampliar o acesso ao ensino superior. Hoje, o contingente de alunos das Faculdades Comunitárias, segundo o NCES (INEP americano), representa quase metade do total de alunos da graduação.

Sem dúvida, a elaboração de instrumentos inteligentes e específicos que levem em conta as características regionais, a tipificação das instituições, suas contribuições para o desenvolvimento de seu entorno, o compromisso de cada curso com o perfil de seus egressos, as características dos corpos docentes e discentes configuram-se uma liberdade que, talvez, não possamos experimentar do ponto de vista operacional, embora a Lei de Diretrizes e Bases, desde 1996, sinalizasse a necessidade e o incentivo a essas possibilidades.Talvez seja esse o caminho mais simples para o controle. Talvez seja o risco da fragilidade das Instituições de Ensino Superior Brasileiras.

 
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